DATA | HORA
27.03.2021 | 10h00 – 19h00

LOCAL
Online

APRESENTAÇÃO
Este colóquio pretende debater e examinar as memórias silenciadas da guerra colonial. Com efeito, a guerra continua a ser uma memória difícil em Portugal. Ela decorreu no quadro de uma ditadura que fez um forte investimento na legitimação ideológica da sua presença colonial, ao mesmo tempo que censurava a opinião, prendia opositores e invisibilizava processos de questionamento da guerra. Não se consegue entender a longevidade da guerra sem se ter isso presente, tal como compreender a mudança introduzida na sequência do 25 de abril, marca fundacional do regime democrático, implica confrontar o lugar que a guerra teve no seu desencadear, mas também de que forma, no Portugal democrático, ela foi sendo marcada por memórias seletivas, silêncios persistentes e controvérsias históricas. 

PROGRAMA (DOWNLOAD)
10h30 – 12h30 | Mesa 1
Fernando Rosas: "Um debate sobre coisas mortas"
Miguel Cardina: "A guerra colonial entre memória e o silêncio"
Margarida Calafate Ribeiro: "A guerra colonial como herança: pós-memória e representação"
Marta Araújo: "As lutas de libertação nacional africanas nos manuais escolares em Portugal"
Moderação: João Mineiro

14h00 – 16h00 | Mesa 2
Pedro Aires Oliveira: "Baixa de Cassange: a revolta esquecida"
Aniceto Afonso: "Alcora: o acordo secreto"
Bruno Sena Martins: "Os Deficientes das Forças Armadas e os corpos-memória da guerra colonial"
Diana Andringa: "Uma geração marcada pela guerra"
Moderação: Mariana Carneiro

16h30 – 18h30 | Mesa 3
Fernando Mariano Cardeira: "A deserção e a luta contra a guerra colonial"
Maria Paula Meneses: "Africanização da guerra: quando, como, de quem falamos?"
Mustafah Dhada: "Wiriamu e as memórias difíceis da guerra"
Manuel Loff: "Guerra e violência política: uma (des)memória política"
Moderação: Natália Bueno

ORGANIZAÇÃO
CULTRA | Cooperativa Culturas do Trabalho e Socialismo e projeto CROME | Memórias cruzadas, políticas do silêncio: as guerras coloniais e de libertação em tempos pós-coloniais